Hoje eu me deparei com uma cena do cotidiano que me fez refletir. Não era nada de mais... De dentro do ônibus, eu observava um casal - de devia ter em média 14 ou 15 anos - se beijando de forma bem carinhosa e se despedindo para entrar para aula. Não sei por que mais esta visão me despertou um sentimento de nostalgia, e me fez vir no caminha para o serviço refletindo sobre várias coisas em que eu já fiz nessa vida, inclusive, coisas que eu fazia quando tinha essa idade deste casal.
Engraçado que semana passada eu voltava do trabalho para casa quando encontrei com uma amiga de infância.... E paramos ali, no meio da rua mesmo, e ficamos uns 40 minutos conversando das coisas que já fizemos juntas. O destino nos levou, em um determinado momento da vida, para um caminho diferente, mais quando eu menos esperava, nos fez reencontrar-mos. Ali ficamos conversando sobres nossas travessuras de criança, sobre as nossas amizades, nossas brincadeiras e correrias em ruas de paralelepípedo.... Pois bem, hoje, ela tem uma filha - linda, por sina - de 4 anos... A mesma idade que eu tinha quando eu a conhecia.
Ela vinha de mudança para a rua em que eu morava, e eu, muito abusada, cheguei ao meio daquela bagunça de mudança, com uma boneca nas mãos e a convidei para brincar comigo. Dali surgiu uma amizade forte que uniu famílias que nos proporcionou lembranças que jamais serão apagadas. Fomos crescendo juntas, na verdade, sempre juntas. Nas festinhas, no primeiro show, no primeiro beijo na boca... Todos esses momentos compartilhamos uma com a outra. Era uma amizade de cumplicidade mesmo. Íamos a praia para poder encontrar com os gatinhos, e a noite ainda rolava aquele "flerte" no calçadão da Praia da Costa. Experimentamos cigarro pela primeira vez escondidas no corredor da casa dela... Chega a ser engraçado lembrar essas cenas. Como era bom. Eu, sem dúvidas, era a mais pra frente da turma, aquela que topava qualquer desafio, e também a mais sentimental das amigas. Em fim, concluímos que naquela época éramos felizes de forma saudável, que as nossas brincadeiras, não passavam de brincadeiras. Hoje, ela reflete sobre o futuro de sua filha, e não deslumbra a possibilidade dela viver a mesma forma em que fomos criadas... Correndo em ruas de paralelepípedo, sem medo e malícias.... Brincando apenas por brincar.
Hoje estou quase ao ponto de completar meus 25 anos, e ainda me lembro da minha festa de 15. Uma festa daquelas em minha casa mesmo, porque o que eu queria de verdade era a viagem para os Estados Unidos. Mais fiz todo mundo dançar e aquele dia eu fui feliz como ninguém. Lembro-me também de algumas outras festas de aniversário que tive... Todas bem animadas, não só por ter preparado uma festa lega, mais porque eu realmente curtia o desejo de ficar mais velha. Agora eu me pergunto: ficar mais velha por quê? Confesso que só agora percebo o quanto tenho medo de envelhecer... Ou talvez nem seja esse o meu medo, talvez esse sentimento que me toma, seja apenas de frustração por não ter alcançado todos aqueles planos que eu fazia quando era mais nova e vivia a felicidade de ver os anos passar. Mais também, do que me adianta sentar e chorar? É bem verdade que eu gosto muito de um bom "drama", mas tenho q agradecer... Tenho duas pernas e dois braços, pessoas que me ama, e principalmente, uma família (que é à base da minha vida) que me ama, me apóia e sabe o exato momento de enxugar minhas lágrimas.
À hora acho que é de fazer novos planos... Estabelecer novas metas e persegui-las de forma bem firme. Se meu desejo é ser uma jornalista realizada, quero mais é cair de boca e tudo nos estudos e me dedicar a realizar esse sonho. Se meu sonho é casar, correr atrás, dar abertura para conhecer um novo amor, ou então o primeiro amor. E principalmente, lembrar que o projeto de vida é ser feliz amando e sendo amado. E para isso, não vai importar se eu tenho 15, 25, 30, 40 ou 50 anos.... Vai importar a disposição que eu tenho para amar.
Ah, aquele casal que vi pela janela do ônibus, me fez lembrar que eu não fazia o mesmo... O q eu fazia entrar na escola para aprontar com os amigos, ou seja, entrava para ser feliz.
Acredite. Hoje eu entrei nesse escritório para ser feliz.
E que venha dia 13 de março, que mesmo com as lágrimas pelas frustrações e pelo medo das rugas, quero comemorar sim. Quero brindar essa nova idade ao lado de quem tenho para amar.
A vida não começa aos 40 como se diz por aí.... Porque pra mim, a minha vida já começou!
Masterchef no Brasil
Há 11 anos

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